3 de janeiro de 2006

Sonho bacana...

Subíamos um morro levemente inclinado, eu e alguns amigos. Estávamos em 10 ou 12 pessoas, aproximadamente (não contei precisamente).
A conversa era boa, ríamos e tirávamos fotos em intervalos regulares.
O morro estava próximo a uma cidade, que não identiquei onde era.
A grama era curta e se estendia por todos os lados. De vez em quando encontrávamos alguns arbustos, ou mesmo árvores medianas.
Ao nosso redor, um vale se estendia, e neste, em locais diferentes, algumas casas estavam localizadas umas, ao pé do morro diante de nós, outras mais no meio da encosta.
Pelo lado onde subíamos não haviam casas (pelo menos não me lembro).
Em determinado momento, uma de minhas amigas pediu um tempo para uma foto. Parámos, e ela tirou uma foto do grupo. Virou-se então, para outra menina, e pediu que tirasse uma foto dela.
- Aproveita e tire da paisagem,- disse a dona da câmera.
- Olha, um rosto ali na encosta - exclamou a modelo temporária, apontando para o morro do outro lado.
Ali estava a silhueta de um rosto feminino, em contornos sombreados, de uma pessoa que não identifiquei até agora.
- Vai! Tira a foto logo que não conseguirei manter isto por muito tempo,- disse a modelo, que espalmava a mão em direção à figura, como se a projeção saísse de sua mão direita.
Olhei para aquilo como se fosse a coisa mais natural do mundo. E todos os que estavam comigo também.
A foto foi tirada, e continuamos subindo.
Eu conversava com alguém. Entre uma piada e outra, gargalhadas e temas sérios se alternavam.
Foi então que reparei quem era: calça verde escuro, blusa preta, boné e passos rápidos - era uma garota chamada Mi.
- Estranho! - pensei - O que ela tá fazendo aqui? Quando chegou?
E continuamos subindo, como se tudo aquilo fosse uma tarde simples de nossas vidas.
O sol se aproximava do ocaso, eram aproximadamente seis e meia da tarde.
Do ponto onde estávamos, enquanto subíamos, já víamos a parte mais alta do morro e, ao olhar para trás, visualizávamos um lindo vale, desenhado com diferentes tons de verde, claro, escuro, musgo, etc. As casinhas pareciam desenhadas à mão, lembrando desenhos de infância. O vento era calmo, a temperatura amena, o céu azul não tinha nuvens, e ao horizonte podiam ser percebidas outras árvores, maiores que aquelas à nossa volta.
Parecia um lindo quadro, que se modificava a medida em que o pôr-do-sol se aproximava.
- Veja que lindo! - exclamou a ruivinha, olhando para trás.
- Verdade, Mi. Mas parece que eu já vi isto antes! - exclamei.
Então, enquanto eu observava todo aquele lindo cenário, cheio de verde e vida, antes de alcançar o topo do morro, acordei, puto, é claro, com a voz da minha irmã reclamando alguma coisa com minha mãe.

Não entendo o porque deste sonho.
Não conheço (pessoalmente) a garota que conversava comigo no sonho, a ruiva Mi, mas estava bem à vontade com ela.
Não me lembro do que falei com ela, ou com as outras pessoas que estavam conosco, só sei que nos sentíamos bem, e sorríamos o tempo todo.
Não sei que lugar era aquele, mas sei que me senti em casa.
Sei que, há alguns dias atrás, vi uma foto chamada "Liberdade" em que uma garota, de costas para quem a fotografa, de braços abertos, está diante um lindo vale recortado por árvores, com um lindo horizonte.

Freud (Lacan, Jung e outros psicanalistas) explicariam que esta causa deste sonho está exatamente na forte impressão que esta foto me causou, somados às minhas próprias condições de vida (moro no alto de um morro, onde posso ver o pôr-do-sol, e adoro lugares altos e abertos, onde se pode ver todo horizonte, adoro estar com meus amigos e conversar, rir e brincar).
Creio que tudo isto faz muito sentido, e fico feliz de ter um sonho tão "real", com sensações tão fortes, pois a muito tempo não tenho algo assim... (Mentira! Semana passada tive algo parecido após assitir "O Exorcismo de Emily Rose, e acordar três horas da matina, mas isto não interessa).

Nem sei o que dizer pra concluir este post. Creio que, no mínimo, devo agradecer a ruivinha (que eu nunca vi) pela foto que ela colocou em seu álbum, e, principalmente pelo título dado à mesma - "Liberdade" -, pois é exatamente isto que quero neste ano: trabalhar muito e alcançar liberdade financeira.... hehehe...

Só lamento não poder precisar tudo o que estava naquele sonho, para assim compartilhar com quem visitar este blog. Principalmente o sorriso simpatissíssimo da Mi ao me acompanhar (sem querer) a um lugar tão lindo.
Mas será que ela me acompanhava ou ela me levava? Isto não sei dizer. Se a foto que ela postou me levou a algum lugar, ou se eu levava esta foto para algum lugar.
Mistério!

O que importa é ter feito um passeio agradável, em um lugar agradável, com companhia agradável.
Morro de sonho marcado em minha mente, que procurarei por onde for, com passos calmos, um sorriso no rosto e a certeza de quê, não importa em qual parte do mundo eu estiver, sempre levarei para ali meus amigos e familiares, sentindo-me a todo momento em casa.

Ah! Obrigado Mi, foi um prazer caminhar contigo e adorei, mesmo, passear por dentro daquela foto.

3 comentários:

Mari Dias disse...

OI, e ai professor?
Adorei o sonho (viagem,heheh)do seu subconciente...adorei ainda mais a avaliaçao psicologica do sonho foi tipo um freud abrasileirado...hehhe
T adolo....Bjaum

Mari(Eu d novo!!) disse...

Te adoro muitao..naum esquece...bjocas

Michelle disse...

Fico muito lisongeada por essa ruiva aí ser eu...
se sabe que eu adoro vc né Marcelo...
obrigada pelo carinho lindo...
bjos